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Instituto Erling Lorentzen - Desenvolvimento Sustentável e Social

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RECUPERAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA


Os reflorestamentos ocorreram em áreas antes ocupadas com pastagem africana, principalmente “capim gordura” ou “samambaia-das-queimadas”, e certamente foram os únicos plantios arbóreos em mais de um século de exploração agrícola e pecuária dos pioneiros europeus. Pelo fato da grande exploração das terras não havia banco de sementes no solo, assim a fauna foi de suma importância.

No começo foram plantadas algumas mudas para dar início ao processo de reflorestamento, dentre essas foram introduzidas plantas frutíferas para que atraíssem a fauna, servindo como poleiro para alimentação e como abrigo. Esta estratégia permitiu a criação e expansão de refúgios e corredores para a fauna que passou a ser um grande “plantador voluntário”, enriquecendo naturalmente ainda mais o sistema.

O trabalho maior foi quase totalmente realizado principalmente pelas aves, tendo alguns exemplos abaixo: Pyrrhura frontalis (Vieillot, 1817) (tiriba), Spinus magellanicus (Vieillot, 1805) (pintassilgo), Penelope obscura (Temminck, 1815) (jacuguaçu), Icterus jamacaii (Gmelin, 1788) (corrupião), respectivamente.

 

                     

 

O sucesso na implantação definiu a supressão da gramínea e da samambaia, expandiu as áreas de refúgio da fauna e o enriquecimento natural com novas espécies, promoveu o acúmulo de matéria orgânica e a manutenção de umidade superficial no solo. 

Hoje há um total de:

  • Área plantada: 14,4 hectares (86%);
  • Área de restauração natural: 2,4 hectares (14%);
  • Área total: 16,8 hectares (168.000 m2).

Abaixo imagens do antes (1985) e depois (2010) de uma área de reflorestamento.

 

     

 

Com estes reflorestamentos, além da Recuperação da Mata Atlântica também houve a Gestão dos Recursos Hídricos, com a proteção das pequenas nascentes com florestas, insuficientes no abastecimento de água limpa para os projetos de agroecologia e sociais das Fazendas Noruega.